segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Poeta sujo
No segundo andar, da janela se vê o minhocão.
No quarto desarrumado, uma cama com lençóis manchados e cheirando a suor e baba. Teias de aranha com poeira. Paredes riscadas a lápis.
Diante da máquina de escrever o poeta olhava a folha de papel.
Uma mosca pousou.
Morreu ali como ponto final.
Vitória
Meu poema não ganha slam
Meu poema não ganha Portugal Telecom
Governador do Estado, não ganha
Meu poema só perde
Se perde
Meu poema não ganha Portugal Telecom
Governador do Estado, não ganha
Meu poema só perde
Se perde
Queria falar
Queria falar de dor, de ar.
Queria falar de acordos, de acordar
Então falo
A cor do meu ardor é rosa
Rosa-chá
Queria falar de acordos, de acordar
Então falo
A cor do meu ardor é rosa
Rosa-chá
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